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De A-Ha a ZZ Top – O de Opeth

por Tiago, publicado em 29/set/2009 na(s) categoria(s): De A-HA a ZZ Top

Fala galera! Esse é o primeiro post da coluna De A-Ha a ZZ Top, e eu espero que vocês curtam bastante, assim como eu. A coluna é sobre música boa, sem preconceito quanto à gênero ou qualquer outro aspecto. Espere ser surpreendido, e entre aqui de coração aberto. Nesse post, a banda mais eclética que conheço: Opeth. Primeiro um podcast pra vocês curtirem com músicas e comentários sobre a banda, e depois, em texto e vídeo, informações sobre sua discografia.

Opeth é uma banda sueca, e a classificação de seu gênero cai facilmente no Metal, abrangente tanto quanto esse gênero pode ser. Formada em 1990, seu primeiro álbum, Orchid, é basicamente death metal. Mas já ali havia a genialidade das melodias melancólicas, e um pouquinho, bem pouquinho, da voz suave de Mikael Akerfeldt. Na maioria do tempo é só gutural, o que pode assustar um pouco os fanáticos por discografias, que comecem escutando esse álbum. Mas para aqueles que já estão acostumados com o som, o álbum já beira a genialidade, saindo o tempo inteiro do lugar comum das bandas de death metal de comporem melodias pobres, focando mais na variação de tempo e estrutura musical. Talvez por, desde o início, fazer parte de um sub-gênero do death metal: o death metal escandinavo, mais comparado com o death metal melódico.

Já em Orchid, mas mais ainda no seu segundo álbum, Morning Rise, de 1996, os interlúdios em violão acústico apareciam para dar ainda mais um tom melancólico e clássico. Nesse álbum, destaque para To Bid You Farewell, a mais “baladinha” do cd, sem gutural ou guitarras pesadas como uma bigorna. Em 1998 produziram o My Arms, Your Hearse, álbum com gravações mais límpidas e refinadas, cujo destaque vai para Credence, também a mais “baladinha” do cd, e para Karma e Demon of The Fall, que, pesadas sim, são geniais.

Em Still Life de 1999, atingiram o equilíbrio perfeito entre, pasmem, Death e Progressive Metal, Jazz, Blues Rock e Folk. O melhor exemplo disso é a primeira faixa do álbum, The Moor, que com onze minutos, flerta com todos esses gêneros, pra se tornar uma das músicas mais bem trabalhadas e complexas que o metal já viu. No mesmo álbum, em Benighted, Akerfeldt mosta a sutileza de suas composições, tornando-a um prelúdio para o álbum Damnation, de 2003. Até então, sem nenhuma turnê mundial, se lançam para o mundo com o álbum Blackwater Park, de 2001. Perfeito, até em seu disco bônus, com suas maravilhosas Patterns in the Ivy II e Still Day Beneath the Sun. Em 2002 lançam Deliverance, um album pesadíssimo, que dá foco maior ao death/progressive metal, e pende um pouco a balança para o lado gutural, não só vocal como também instrumental. Porém, em 2003, surpresa: Damnation vem pra destruir qualquer cético ou mal informado, que jogam tudo que definem como “Trash” (que é qualquer coisa que soe pesada demais aos seus ouvidos) na lata de lixo. Um soco no estômago, não em peso, mas em suavidade, beleza lírica, sonoridade, tudo. Ganhou um Grammy Sueco, e entrou para o top 200 da Billboard estadounidense.

Lançaram Ghost Reveries em 2005, que é considerado por muitos, um dos melhores álbuns de metal já produzidos. The Grand Conjurantion, a sétima faixa do álbum, foi a música que fez com que eu me apaixonasse pela banda. Em 2004 eu havia escutado o Damnation mas não tinha realmente prestado atenção no mesmo. Mas ao assistir o vídeo de The Grand Conjuration eu fiquei mesmerizado. Depois, em 2008, lançam Watershed, alcançam o mainstream, e se tornam, para mim, uma das maiores bandas que já pisaram na Terra. Recomendo pra quem é fã de música, sem preconceito quanto à gênero, sem ouvidos “muito sensíveis”. Mais informações no http://en.wikipedia.org/wiki/Opeth e o site oficial é o http://www.opeth.com/ . Boa música pra vocês, e até o próximo post.

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